Número de academias cresce no Brasil, mas faturamento cai

escrito por Ingridy Sousa
Número de academias cresce no Brasil, mas faturamento cai

O mercado fitness tem grande potencial para aumentar seu crescimento no Brasil com o incentivo constante para que as pessoas comecem a praticar atividade física. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada quatro adultos são sedentários, chegando a 23%, e entre os adolescentes de 11 a 17 anos, quatro em cada cinco são sedentários, com índice de 81%.

Ainda de acordo com a pesquisa, apesar dos benefícios da atividade física, o mundo está se tornando menos ativo, pois a medida que os países se desenvolvem no aspecto econômico, os níveis de inatividade aumentam.

Se tratando de Brasil, o país está entre os mais sedentários, com 47%, superando os Estados Unidos (40%) e Reino Unido (36%). A América Latina também é a região do mundo com mais sedentários. Esses dados nos mostram que ainda há muitas coisas a serem exploradas para estimular as pessoas a terem uma vida mais saudável, e claro, isso é uma grande oportunidade em termos de mercado.

Segundo dados da Associação Brasileira de Academias (ACAD), o número de academias no Brasil aumentou no ano de 2017, com 34.509 unidades, em comparação com o ano de 2013, que tinha em torno de 23 mil, sendo assim o segundo maior mercado de academias do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Já em 2013 o faturamento no setor gerava cerca de 24 bilhões, e em 2017 o valor foi para 21 bilhões, perdendo espaço para os mercados da Itália e Espanha, que lhe tiraram a 10ª posição e agora fica em 12º lugar no ranking dos maiores faturamentos.

 

O Brasil também apresenta uma receita média anual inferior aos mercados líderes com US$60 mil, ficando atrás de México e Argentina, com US$145 mil e US$126 mil, respectivamente.

Fonte: Revista ACAD. Ed: 82. Relatório IHRSA

                                     

Porém, o número de clientes também aumentou, de 7.2 milhões em 2013 para 9.6 milhões em 2017, ocupando o 4º lugar na lista com maior número de clientes, o que significa que mais pessoas estão correndo atrás de uma vida saudável, mas ainda há um longo caminho a percorrer, visto que a metade da população do país ainda é sedentária.

Esta situação do sedentarismo dá ao Brasil a 27ª posição no ranking de taxas de penetração com 4,62%, e fica atrás de mercados como Egito, que possui pouca tradição fitness. Países como a Noruega e Suécia são os líderes do ranking, com uma taxa de penetração superior a  20%. Aqui também entra questões de desenvolvimento do país como o PIB e o IDH, por exemplo, o que reflete bastante no resultado.

O cenário político – econômico do país foi um dos fatores que contribuiu para a queda no faturamento. Outros novos modelos de negócios que adentraram o mercado fitness nacional também contribuíram para a queda, levando as academias a diminuírem seus preços devido à concorrência.

Com todos esses dados, o gestor precisa ter uma visão mais analítica para a tomada de decisões. Como sempre falamos, é indispensável estudar o mercado para tentar prever futuros impactos e amenizar os efeitos diretos ao negócio. Além do mercado é necessário também que o próprio gestor se aprofunde em questões sobre gestão e administração, por exemplo, para potencializar suas ações.

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Número de academias por região no Brasil 

Apesar das nuances no mercado brasileiro, é notável que há muitas oportunidades para quem quer investir neste meio. Dados do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) mostra que atualmente o Brasil conta com 42.360 academias. Um número expressivo para um mercado emergente, e que tem grande potencial para crescer ainda mais.

Abaixo você pode conferir a quantidade de academias por cada região e estado, bem como a quantidade de habitantes por unidade: 

FONTE: CONFEF OUT/2018

Os dados deste gráfico foram obtidos mediante registro de pessoas jurídicas ativas no sistema CONFEF/CREFs

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